11 de out. de 2007

16 de set. de 2007


Programação: Caminhos da Poesia

O presente projeto leva poemas

1) - em varais, poemas que ficam para quem quiser colher;

2) - em tapete estendido para que se caminhe sobre os poemas enquanto se lê;

3) - em expressão oral onde serão apresentados os seguintes poemas:
Café Temperado , Clima de Agosto, Surdez, Acolhimento, As Estações em Mim, Indignação, Escondida, No Espelho, Ira, entre outros.

Informações: 3277 7420 / 3277 7336





31 de ago. de 2007

no fundo do fundo

no fundo do fundo

no fundo do fundo
da gruta
olho a paisagem
penetro, não vejo
o que olho
no fundo penumbra
deslumbra
não vejo
Desejo?

Trocas

Trocas

perdi o meu anel
no mar
perdi muito mais
perdi o corpo jovem
perdi a despreocupação
as ações inconseqüentes
perdi a cor bronzeada

não pude mais encontrar
mas encontrei algo novo
encontrei novos rostos
novas formas
capacidade de discernimento
experiências inúmeras

uma vez chorei na praia
o amor que se perdeu
encontrei-me em novo amor
amor fiel que permite
amar a outros também
amor por mim

meu anel que virou concha
meu amor que já cresceu
e floresceu

perdi nada
onda levou anel
trouxe saber
em maturidade
troquei

4 de jul. de 2007

Cônsul em Poetas del Mundo


Agradeço, em especial a Clevane Pessoa que indicou e Delasnieve Daspet que enviou-me o convite.Tentarei fazer, desse diploma, uma porta e dos poemas a chave que abra espaços para que se possa mostrar a paz através do sentimento de solidariedade, de apoio à humanidade, de respeito às diferenças.

Consciência

Não cruzar os braços
Fazer justiça acontecer
Usando a lei
cobrar direitos e
cumprir deveres
encontrar os modos
de ir à luta e envolver
os outros seres
Ser fiel aos preceitos
de minha gente
mas respeitar e aprender
com o diferente

Bilá Bernardes

Vida Simples




Acordar junto
com a natureza
ouvindo o canto
dos pássaros
sentindo o cheiro
fumegante do café

ver os primeiros
raios do sol
passando nas frestas
de nossas janelas

caminhar descalço
sobre a madeira
do chão
olhar pro alto
e ver no céu
o vermelhão

perceber na varanda
o rangido
da rede
em balanço
pelo avô
que se levantou
antes do sol nascer

sentar à grande mesa
na cozinha
junto a toda a família
comer quitandas
fresquinhas
viver  vida
do interior
isso é paz
é simplicidade